terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Livro: um relacionamento aberto

Minha relação com o livro antes de tudo é algo sensorial. Eu julgo o livro pela capa: quanto mais minimalista, mais atrativo me parece seu conteúdo. Mais do que ver, eu preciso senti-lo nas mãos e tocar sua textura (neste momento então, somos apresentados). Mas isso não seria nada, pois inevitável mesmo é sentir o cheiro do novo enquanto descubro sua intimidade. E por fim, posso folheá-lo e ouvir o som de mais uma página passando - neste momento ja estou intensamente preso a leitura. É, eu jamais poderia casar-me com uma publicação, pois com esta quantidade de sentidos não poderia ser diferente: a falta de fidelidade me faz um eterno amante dos livros.