sábado, 7 de fevereiro de 2009

Fundamente

Céu aberto. Céu fechado.
Quando está escuro a claridade da calma bate sobre minha sombra.
Parece pouco para o dia acordar e é ai que tudo aparece.
Entre o taxi a frente limpando seu carro e o padeiro aquecendo seu ganha pão, muita coisa funciona, e nem me dou conta. A conta já foi paga, sem prazo, ficou pra trás.
Então é neste momento, de pouca observação, enquanto muitos sonham é que as coisas acontecem.

Um momento atrás, pensava que estava tudo correndo normalmente... mas não!
Há tantas coisas a nosso favor que acabam se tornando invisíveis a nossa visão.
Tantas coisas que circulam sobre nós que dão a impressão de ser o simples respirar, mas é mais do que isso. Isso é o ato principal. Ato que nos move, nos comove, mas não sentimos. A minha e a sua atenção se volta para fatos que achamos distintos do cotidiano, mas é simplesmente o ato de estar acontecendo o que sempre aconteceu que é o sentido de estar aqui. Esta é a glória de estarmos vivos e dificulta-se agradecer por tal simplicidade. Permita-me inserir o clichê: o bonito está nas coisas simples; Quando na verdade : O difícil é tornar o simples belo. E isto vale para tudo. Inclusive para esta pouca expressão que está sendo passada agora. Se pensas que termina, engano-me. O incrível é continuar pensando após absorver cada instante nosso, encaixando aqui um espaço para continuarmos com este exercício.
Faça você mesmo.
Do fundo da mente, este é o fundamento.
De verdade.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Tratamente

Me sinto sozinho.
E é exatamente nesse estado que eu posso me sentir. Não apenas me sentir só, mas sim o fato de sentir a mim mesmo.
Uma porção de pensamentos que mais parecem corpos jogados em uma máquina de lavar, onde cada orgão e cada membro se desfaz em pedaços e quando deveria estar tudo lavado, na verdade está tudo sujo de sangue.
É com isso que se assemelha minha mente por me sentir e por ser só. Como se agora eu fosse um metrô que corre rápido e outrora eu fosse o corpo que está sendo esmagado por ele.
Em carne viva. É assim que estamos.
Parecemos ilesos, mas basta um sentimento incomum tomar conta do peito e foi-se. Sinto-me mutilado. Mas isto não é doloroso. Eu posso me conhecer melhor, pois reparo de perto cada parte do que sou. Trata-se de uma análise.
Você se auto-deforma e assim conhece-te a tua fórmula.
A nossa composição enquanto vivo está mais dentro do que fora dos olhos, diferentemente do que tantos vêem.
Mas ai surge uma pergunta. Aonde isto tudo me leva e qual sual real-levância?
Difícil descrever mas a resposta acaba sendo apenas uma sensação: é tão leve e inotável como uma brisa que nos refresca. Não refletimos porque ela está acontecendo mas aquilo nos faz sentir bem.