domingo, 30 de novembro de 2008

Daqui para ninguém


Olha só, já quase ia me esquecendo

Mas, esquecendo do que?

Não sei, mas continuo escrevendo.

Escrevendo pra alguém

Que agora me lê,

Não sei pra quem

Mas pode ser você.

Pode até perguntar,

Se "você" é qualquer um,
Mas se for reparar
Não somos nenhum.

Somos apenas letras,

Umas e outras unidas,

Diante de seus olhos

Perfeitamente transmitidas.



quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Incrível ou Incrédulo

"Com alguma frequência, estamos próximos
de coisas magníficas a qual
não temos
noção ou
oportunidade de notar."

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Usados não utilizados

De repente me vi fazendo o caminho inverso.
Tinha um destino, mas resolvi voltar.
Voltar àquele lugar, com velhos livros onde eu havia uma vez comprado dois dos meus. Dois deles no qual um eu li e o outro apenas foliei.
Resolvi então voltar para fazer de novo como daquela outra vez. Andei pela calçada e cruzei com pessoas conhecidas como “comuns”. Cheguei até o local. Não sei se pude observar ou não acreditar, parei em meio à livraria que agora não mais possuía os mesmos velhos livros, as mesmas estantes ou o mesmo ar. Mas somente a placa ainda em cima se mantinha. Livros ali ainda existiam, mas eram livros novos e religiosos. Pude crer que o antigo negócio havia sido substituído pelo novo testamento. E que seja bom para o rapaz que se encontrava ali atrás do balcão que me viu andar, parar e dar meia volta sem entrar. Nada contra o atual lugar, mas tive a sensação de que tudo aquilo que tinha ali estava de certa forma “aposentado”. Na volta desta mesma calçada, comecei então a notar os demais comércios. Passei por lugares onde não se vendia livros usados, mas sim produtos falsificados. Mas que produtos são esses? Ah, Esses sim são produtos que vendem bem mais do que as páginas abandonadas da antiga livraria. Pois por mais que sejam tênis ou roupas de baixa qualidade não possuem cheiro de mofo (imagino eu). Mas não me assusta. Apenas me preocupo em analisar de que o bem durável com benefício central para muitos vale muito mais do que qualquer objeto que trabalha a mente e instiga o conhecimento. Aliás, se a livraria de usados tivesse importância, talvez não houvesse lugar para o livre comércio que pulveriza o centro urbano com homens gritando seus baixos preços. Bom, e o que eu tiro disso? Talvez a experiência de ter entrado lá pela última vez. É válido pensar que quando queremos voltar nem tudo está no mesmo lugar. E pensar que, enquanto ando, continuo observando.

em fim, se fez.